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Por que outras marcas podem desistir de produzir no Brasil posteriormente a Ford – 22/01/2021

Na semana passada, a Ford surpreendeu o mercado ao anunciar o fechamento de todas as suas fábricas no Brasil. A marca vinha perdendo participação nos últimos anos, e em minha estudo, na última quarta-feira (13), listas dos erros estratégicos que cometeu ao longo dos últimos 20 anos.

Porém, a Ford tinha o necessário, em termos de produtos nacionais, para continuar atuando no mercado brasílico, com os três carros dos três segmentos que, atualmente, por cá, são os únicos que importam. No entanto, necessitou renovar seus já defasados ​​produtos para sobreviver.

Por motivo de fatores que incluem estratégia global da marca, prejuízos que geraram sujeição financeira da subsidiária em relação à matriz desde 2013 e quadro do mercado brasílico, a Ford optou por não atualizar a linha vernáculo e desistir de produzir carros por cá. A decisão surpreendente, ao menos neste momento, foi um alerta: será que outras marcas também vão desistir o Brasil, porquê fabricantes?

Eu acredito que, posteriormente o exemplo da Ford, algumas podem sim tomar o mesmo rumo. A culpa é do governo e das condições macroeconômicas do mercado brasílico? Sim, mas não somente. Até porque vocês podem apostar todas as suas fichas que diversas marcas vão continuar produzindo por cá, com lucratividade, ao menos a limitado e médio prazo.

A culpa é também das marcas próprias, e não somente por motivo das erradas que traçaram, mas também da capacidade de responder às mudanças rápidas pelas quais está passando a indústria no mundo e a adequada essa novidade veras ao Brasil.

Cá, o objetivo não é mostrar dedos. Até porque nenhuma montadora admitiria que tem planos de deixar o Brasil porquê operário – porquê lançamento de um pregão antes do tempo levar a muitas perdas. Nesta estudo, eu listo alguns fatores fatores de nossa economia e peculiaridades do mercado brasílico que podem mostrar que, para algumas empresas, produzir veículos no Brasil pode não fazer mais sentido.

Dá para expressar, no entanto, a partir da estudo aquém, que as montadoras com mais condições de ter uma próspera curso em nosso mercado pelo menos a médio prazo são as Volkswagen, a FCA e a Chevrolet, com a Renault e a Hyundai mostrando também boas armas para continuar a triunfando porquê fabricantes.

São montadoras que, mesmo com as condições adversas do quadro brasílico, tomaram decisões e fazem escolhas certas, no momento claro. Não é à toa que aprender dominando o mercado sem teste, no caso das três primeiras – ao contrário do que aconteceu com a Ford.

Governo: peculiaridades fiscais e instabilidade

Vamos principiar pela culpa do próprio Brasil, com suas peculiaridades fiscais e instabilidade. Há tapume de dois anos, esta coluna ainda não era secção do universo UOL Carros (estreei por cá no início de 2020, mas a Primeira Classe já existia anteriormente), escrevi uma ampla estudo sobre por que as montadoras de luxo tinham grandes chances de fechar suas fábricas no Brasil.

Agora, o que eu escrevi à era se torna a veras: na viradela do ano, a Mercedes-Benz anunciou o fechamento de sua fábrica de carros, em Iracemápolis (PR). A Audi parou de fabricar o A3 Sedan no Brasil em dezembro de 2020 – o Q3 já não era montado cá desde o início do ano pretérito.

A produção de veículo em São José dos Pinhais (PR) está suspensa e, por ora, sem previsão de retomada (segundo a montadora, secção da decisão vai depender da restituição de créditos de IPI acumulados, e que ainda não foram integralmente devolvidos pelo governo )

A Land Rover mantém uma montagem do Discovery Sport em Resende (RJ), mas o Evoque, posteriormente mudar de geração, passou a ser importado. A marca não informou se pretende montar mais um protótipo por cá.

A única que se mantém firme, ao menos por enquanto, é um BMW. Em Araquari (SC), montagem o Série 3, o X1, o X3 e o X4. A empresa aderiu recentemente ao regime automotivo Rota 2030 e informa que a produção lugar é responsável por 80% das suas vendas.

Com exceção, sim, da BMW, porquê marcas de luxo decidiram furar fábrica no Brasil por motivo do regime automotivo vetusto, Inovar-Auto. Por meio dele, era praticamente inviável para porquê marcas de luxo atuarem no País, que à era tinha um mercado premium em subida, sem produzir ou montar localmente.

Mas o regime não durou nem cinco anos, e suas regras já não valem mais. E, porquê o Brasil entrou em crise ainda no primeiro governo de Dilma Rousseff, o mercado de luxo logo começou a sentir os efeitos da queda que acometeu toda a indústria. Montar carros cá, para as marcas premium, deixou de fazer cedo demais.

Essas mudanças rápidas nas regras exemplificadas supra geram instabilidade sobre investimentos no Brasil. Para diversos executivos, é difícil trabalhar com um planejamento quando o jogo vira tão rápido. A indústria pede por programas de longo prazo, um tanto que o Rota 2030, agora, se propõe ser.

Aliás, há o “dispêndio Brasil”, que não é formado somente pelos altos impostos pagos para produzir carros localmente. Esses impostos são também bastante comuns, o que acaba aumentando os custos, e o valor do veículo vernáculo.

Esse quadro reduz a corta do resultado brasílico diante de países concorrentes, um tanto que prejudica as exportações. Não depender somente do mercado lugar é um pilar importante para as tecnologias da fabricação vernáculo.

Para algumas marcas, dependendo do volume, pode ser mais vantajoso importar da Argentina e do México. Levante também tem combinação bilateral com o Brasil: os carros localizados no território mexicano – um grande polo, graças às exportações para os EUA – não imposto de importação.

Brasil está desconectado da estratégia global

A estratégia global de produtos reduz custos de desenvolvimento. O Brasil já teve períodos ligados à linha global das montadoras. Por outro lado, em outros, principalmente aqueles marcados por quedas fortes do mercado, a solução para desenvolver modelos por cá, mais baratos – e menos modernos que os dedicados à Europa, que sempre foi um maior referência da indústria lugar.

Só que o consumidor brasílico, nos últimos anos, ficou mais exigente em relação à tecnologia e segurança nos carros. Desenvolver por cá uma simples reestilização sobre a base antiga e chamá-la de novidade geração já não funciona. Por isso, os custos para desenvolvimento lugar aumentaram.

Nesse contexto, o Brasil nunca esteve tão desconectado da estratégia global das marcas. Eletrificação é fundamental, seja por meio de modelos híbridos ou elétricos. Essa é a veras de marcas europeias, americanas e japonesas.

O Brasil está totalmente desconectado da eletrificação e não há nenhuma perspectiva de que esse quadro mude a limitado prazo – talvez, nem mesmo a prazo médio. O único híbrido vernáculo é o Toyota Corolla, e com uma tecnologia já totalmente defasada diante de o mundo – o protótipo não é do tipo plug-in, recarregável na tomada.

Recentemente, escrevi um texto sobre a razão de a eletrificação não ter perspectiva no País. Por cá, temos uma peculiaridade, o etanol, opção aos derivados do petróleo, por ser renovável e menos poluente.

Em um território de proporções continentais, não se vê nenhum investimento de governos em rede destinada a veículos eletrificados. Nem grandes vantagens tributárias, um tanto generalidade em países que apostam na eletrificação.

As marcas de luxo são, mais uma vez, um bom exemplo desse fenômeno. A maioria está investindo em suas próprias redes de recarga gratuita para eletrificados. Sem perspectiva de alcançarem volumes que justifiquem uma novidade período de produção no Brasil, muito menos a possibilidade de desenvolvimento lugar, essas empresas contaminadas, para sobreviver no País, com suas linhas globais.

E, cada vez mais, essas linhas eletrificadas. Não somente híbridas; elétricas também. Esse também fenômeno chegará às marcas generalistas. Seus produtos globais logo passarão a ter porquê base a eletrificação. Nesse caso, o Brasil ficará sem espaço na estratégia global de produtos. Os carros devem ser desenvolvidos localmente, para o mercado interno.

E, se não há demanda eletrificada, não há desenvolvimento eletrificado. Uma vez que, portanto, manter uma estratégia de exportação se os produtos estão desconectados do mundo, mormente dos mercados para a América do Sul?

Mercado mudou, e muitas marcas não entendem

No Brasil, quando o tópico é carro de volume cumeeira, não há espaço para sedãs médios, peruas, monovolumes. Não há espaço para zero que não seja eclusas e sedãs compactos e SUVs. As picapes correm por fora.

As médias não têm volumes tão altos, mas ainda assim vendem muito, e são lucrativas. Uma vez que intermediárias, por ora representadas pelo Toro, deve estar no radar de qualquer marca generalista que tenha planos a partir de médio prazo para o Brasil. E porquê compactas? A concorrência terá de seguir o exemplo da Fiat Strada, agora cabine-dupla.

Hatches e sedãs compactos, SUVs e picapes. Não tem sentido investir em nenhum outro segmento. Montadoras que ainda apostam em sedãs médios porquê carros-chefes estão perdendo tempo. Os clientes dessa categoria migraram para os SUVs.

Hoje, as marcas que estão se dando muito são aquelas que fazem sucesso nos segmentos de hachuras e sedãs compactos e SUVs. Ter uma picape, seja ela compacta ou média, ajuda bastante e, em alguns casos, é fundamental.

Mais segmentos devem vanescer

Mas há mais uma mudança por vir, e as marcas que demoraram para chegar ao quadro atual talvez tenham mais uma chance. A tendência é de que o mercado fique cada vez menos atingível, e devotado a modelos que gerem mais lucratividade.

Hatches compactos só são vantajosos para as finanças das montadoras quando têm volume muito cumeeira e sem vendas focadas demais em frotas e locadoras. O principal exemplo, nesse caso, é o Onix. O Ford Ka, mesmo sendo um dos modelos mais vendidos do Brasil, não gerava lucro para a montadora.

Na Nissan, o volume de vendas do março era inferior. Ao menos por enquanto, uma marca deixa o protótipo de lado, enquanto foca seus esforços no Kicks e no Versa. Até a Fiat, tradicional sem segmento de carros de ingressão, não tem trabalhado na renovação modelos modelos.

Os esforços da marca, nesse momento, estão voltados para dois novos SUVs, que serão lançados a partir deste ano. Esses movimentos mostram que o foco deve permanecer em segmentos de maior valor confederado, com destaque para os SUVs.

E não somente os compactos. Os médios também estão se exibindo ótimos negócios, porquê deixa evidente o sucesso do Compass e do Tiguan. Novos modelos estão no caminho, entre eles o Taos.

Com isso, cada vez menos as pessoas devem ter as condições de ser proprietárias de carros. De olho nisso, diversas montadoras já se adiantaram e estão lançando seus programas de aluguel mensal de carros – um tanto que vem sendo feito já, com sucesso, por locadoras.

Volkswagen e Fiat já lançaram seus programas, nesta quarta-feira (20) foi a vez de a Renault anunciar o seu.

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